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GM estuda vender Chevrolet Bolt e quer liderança entre elétricos no Mercosul

Publicado dia 10/10/2017 às 16h18min
Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, revelou no Congresso Autodata Perspectivas 2018, que a empresa pretende fazer novos investimentos

Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, revelou no Congresso Autodata Perspectivas 2018, que a empresa pretende fazer novos investimentos e lançamentos muito em breve e que, em nível global, a montadora americana quer emplacar 20 modelos elétricos até 2023. Na região do Mercosul, o executivo disse que a Chevrolet pretende ser líder em eletrificação.

O presidente da GM disse: “Se somos líderes no Mercosul (em vendas), temos que liderar em eletrificação”. Complementando, afirmou: “Para liderarmos no Mercosul, vamos ter que trabalhar isso no Brasil também”. No começo de outubro, a empresa promoveu um evento de sustentabilidade onde disponibilizou um exemplar do Chevrolet Bolt para experimentação da imprensa automotiva.

Zarlenga não dá detalhes sobre as ações da GM no campo dos elétricos, mas a presença do Chevrolet Bolt no país, inicialmente para o Salão do Automóvel 2016 e agora para eventos de marketing e imprensa, dá uma boa dica. Comenta-se que a empresa estuda a comercialização do monovolume elétrico no Brasil. No entanto, uma das questões importantes é o preço. Nos EUA, ele custa US$ 37.500 sem ajuda fiscal, mais caro que o Equinox 2018 topo de linha.

Aqui, o principal influenciador no preço do Chevrolet Bolt será o Rota 2030 sem IPI majorado, sem cota de importação. Como elétrico, ele se beneficia de imposto de importação reduzido e, se o novo programa contemplar alíquotas de IPI de acordo com a eficiência energética, o modelo poderá ter parte de seu alto custo reduzido.

Por ora, a GM está focada em novos investimentos, sendo que um deles ocorrerá “em breve”, segundo Zarlenga. O objetivo da Chevrolet é atuar “em segmentos novos em que ainda não participamos”, sendo que o próximo será o Equinox 2018, que custará R$ 149.990, entrando assim em uma faixa de preço superior. O fabricante quer oferecer produtos mais sofisticados na região e o SUV é um bom começo, pois está no segmento que está crescendo, mesmo com a crise.

Com anúncio recente de um novo investimento, desta vez de R$ 4,5 bilhões em três plantas de produção no país, a GM completa o pacote de R$ 13 bilhões para o período de 2014 a 2020. Carlos Zarlenga revelou que a venda de um veículo na região, gera uma média de “25 mil a 30 mil dólares incluindo pós-venda, mas se você pensar nos ganhos que tecnologias como veículos autônomos poderão gerar isso sobe para 500 mil (dólares) ao longo da vida útil do veículo”. O executivo argentino diz que a GM terá uma “evolução muito rápida” nos próximos anos.

Fonte: Época Negócios/G1