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TRANSPUBLICO: Comil sente os frutos do rodoviário de 15 metros,

Publicado dia 01/09/2017 às 22h54min
Empresas têm migrado para nova configuração por entenderem que a diferença de um metro em relação ao tamanho máximo anteriormente permitido se traduz em rentabilidade

Não é de agora que fabricantes, empresários de ônibus e profissionais dizem: o modelo rodoviário de 15 metros é a resposta para as recentes necessidades que se ampliaram neste segmento.

Com aumento do número de gratuidades e a concorrência com a aviação, que deve voltar forte depois da crise econômica, as empresas precisam de ônibus que transportem mais passageiros pagantes para compensar as viagens gratuitas e, ao mesmo tempo, que ofereçam mais conforto ao ponto de convencerem o usuário a optar pelas estradas em vez dos ares, mesmo com viagens feitas em tempo maior.

A Comil, encarroçadora de ônibus localizada em Erechim, no Rio Grande do Sul, começa a colher os frutos da chegada do modelo ao mercado.

O encarroçamento sobre chassis Scania e Volvo está homologado para operação comercial. A respeito do chassi Mercedes-Benz, o mercado como um todo aguarda a autorização.

A empresa já vendeu em torno de 30 ônibus de dois andares, quatro eixos e 15 metros de comprimento.

O modelo Comil Invictus DD – 15 metros trouxe negócios de empresas que antes não compravam produtos da marca, como a Expresso Nordeste, do Paraná. A União Santa Cruz, do Rio Grande do Sul, também aderiu ao modelo.

Outras empresas que já compravam Comil passam a migrar para a versão 15 metros, como a Mingoti, de Erechin, e a Premium, de Porto Alegre.

Apesar de o modelo movimentar o mercado de ônibus, severamente afetado pela crise econômica, os operadores de transportes se mostram receosos e só renovam a frota porque é necessário, como contou em entrevista ao Diário do Transporte, o gerente financeiro da Comil, Carlo Crespi Corradi.

“Muitos operadores estão em atraso com as renovações de frota por motivos de insegurança. A demanda de passageiros ainda está retraída não há ainda como investir em mais ônibus. Agora , a busca é essencialmente para o que vai trazer vantagem econômica. Os custos estão aumentando e no ônibus, no transporte, não é diferente. O mercado [de rodoviários]  vai se manter estável até o final do ano e no ano que vem, se o cenário político no País permitir, haverá uma retomada, mas ainda muito lenta, gradual. Ainda ninguém vai se encorajar a sair numa compra desenfreada, até porque não vemos ainda taxas de juros suficientemente baixas ou subsidiadas, que tínhamos no passado.”

Carlo Corradi também disse que o ônibus urbano continua nos planos da empresa que, recentemente, fez uma leve reestilização no conjunto ótico traseiro.

ASSISTA NA ÍNTEGRA:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Fonte: diário do Transporte